O Blog


"Contraponto – Respeito e Honra”, nome do blog, originou-se da troca de comentários com distinto amigo e leitor, quando da edição de nossa matéria “Painel da Verdade – Honra Nacional”, mais uma em que declinamos nosso ponto de vista a respeito da ignóbil, revanchista e repulsiva Comissão da Verdade, já aprovada pela Câmara Federal, dependendo, atualmente do Senado, cuja respectiva série de comentários se iniciou com a matéria "OEA", editada em dezembro passado, na qual criticamos a posição retrógada daquela Organização quanto aos acontecimentos do Araguaia.

Na matéria que deu ensejo a este blog, presente o agrupamento de propósitos decentes e honestos, sugerimos a criação de um Painel da Verdade, de modo a que se pudesse contrapor ao que de “ordinário” viesse daquela ignomínia, porquanto voltada para o que chamam de apuração dos “casos de graves violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, assim como sua autoria, ou seja, uma Comissão formada por “sete pensantes”, indicados por “prócere” representante daqueles criminosos e vagabundos movimentos, com o intuito de criminalizar quem, na defesa da ordem constituída e da sociedade, honrou o País até com sua vida (há projeto claro neste sentido, aguardando, quiçá, o momento oportuno para os já conhecidos fins escusos). Processo nefasto e insidioso da quebra de princípios, valores e do respeito à Nação, iniciado após a Lei da Anistia.

Este blog, pois, e dentro do possível, se ocupará de acompanhar o funcionamento da inqualificável comissão, com suas idiossincrasias e inverdades, tal como se sinaliza, manifestando-se quando necessário, de modo a resgatar a verdadeira verdade histórica, como, também, editará comentários, opiniões, fotos, filmes, documentos etc., que forem encaminhados com o objetivo de contrapor os repulsivos atos.

Enquanto não se instala em definitivo, relacionaremos na coluna à esquerda do blog – Arquivos – matérias passadas e atuais, inclusive nossas, relacionadas, direta ou indiretamente, com a retrógada e já ultrapassada ideologia e, algumas, com a imoralidade criminal do "ilegítimo poder", agradecendo antecipadamente a quem conosco colaborar.
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Nós, brasileiros,
Mantemos uma fé comum,
de que o homem conhecerá pão e paz;
conhecerá justiça, honestidade,
liberdade e segurança;
oportunidades e chances iguais de fazer o melhor,
não só na própria pátria, mas em todo o mundo.

Nós, brasileiros de hoje,
estamos passando por um período de suprema prova:
prova da nossa coragem,
da nossa determinação,
da nossa sabedoria,
da essência de nossa democracia.

Se resistirmos a essa prova,
com êxito e honra,
teremos prestado um serviço de histórica importância;
serviço que homens, mulheres e crianças,
honrarão por todos os tempos.

O pior inimigo, não são os corruptos,
políticos e não políticos;
o pior inimigo, somos nós mesmos,
acomodados com a iniqüidade,
ou por ela vencidos.

Ao percebermos o mal que nos faz,
e ao próprio País,
não haverá desafios que não possam ser vencidos;
e por nós serão vencidos,
como poetas da guerra.

E, ao final de tudo,
com orgulho no espírito,
e amor no coração,
poderemos dizer:
nossa pátria, nossa terra,
nossa nação, nosso lar.

Assim vitoriosos,
teremos recuperado nosso passado,
nossa história, nosso civismo, nossa terra,
e, não menos importante, a nós mesmos.

(Flávio Bastos)

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sábado, 31 de março de 2012

Sábado, 31 de março



Sábado, 31 de março de 2012.

Hoje são comemorados 48 anos da deposição de um governo de déspotas, da manutenção da ordem constituída e do início de um período em que a ordem, mesmo constantemente ameaçada, por prófugos da criminalidade, se fortaleceu e se desenvolveu, até o momento em que o governo foi entregue aos civis – em um primeiro momento, por eleições indiretas – colégio eleitoral – e, ao depois, por eleições diretas – iniciando-se, daí, a fase de declínio dos princípios e valores democráticos e morais, já em aguda crise na continuidade atual governamental.

Apesar da proibição, por parte de um governo que não carrega nenhuma credibilidade, podre governo podre, de se celebrar a data, nenhuma proibição inibe a alma e o coração de se manifestarem, publicamente, em relação à vitória contra criminosos intentos de destruição do País, principalmente, quando a Nação, já tomada por bandidos, festeja Marighela, com crimes contra bem público, substituindo placa de rua, no calar da noite, para colocar placa de rua Marighela, como acontecido em São Paulo, festeja Lamarca, festeja aniversário da revolução cubana em solo brasileiro.

País de párias e de bandidos.

Mas a Data deve ser lembrada, e sempre comemorada, independentemente das ocultas e explícitas incitações de jovens despreparados em educação e costumes, e da aparente supremacia dos ideais retrógados no corpo social.

Já disseram, volto a lembrar, que o povo, quando diante de governos que proliferam e profligam na hipocrisia, traindo os anseios da sociedade, tem o poder, o direito e a legitimidade de depô-los, substituindo-os por aqueles que se submetam aos reais e legítimos interesses dessa mesma sociedade, no conceito que justifica a sua criação e formação.

Nutro, ainda, a esperança, de ver o País governado por decentes e honestos.

Minhas homenagens e respeito às Forças Armadas, e àqueles que tombaram em defesa da Pátria e dos anseios da sociedade.

Rendo, ainda, meus respeitos àqueles que foram assassinados por essa turba de criminosos, e desprezados por esse podre governo podre, e seus sectários, incluídos a ONU e a OEA.

Quinta-feira, 29 de março


Quinta-feira, 29 de março de 2012, 14 horas, Brasília, DF. Início da sessão plenária do Supremo, sendo o primeiro processo da pauta de julgamento, os desrespeitosos e demagógicos Declaratórios da OAB federal, contra a Lei da Anistia, mencionados na matéria “Supremo em foco”.  Iniciada e terminada a sessão, os declaratórios não foram julgados e nenhuma explicação foi fornecida pelo Relator do processo, o Ministro Fux quando, a pedido da própria OAB, na semana passada, adiara o julgamento do processo para a sessão do dia 29, dando lá as explicações que entendeu por bem explicitar.

Quinta-feira, 29 de março de 2012, 14 horas, Rio de Janeiro, RJ. Coincidência ou não, tem início, no Rio, estúpida e criminosa demonstração de desrespeito aos princípios democráticos, por um bando de vagabundos, cuja maioria não tem nenhum conhecimento das razões que levaram à instalação do regime militar em 64, capitaneados, na incitação à desordem, por bandeiras de próceres do crime, como PT, PCB, PCdoB, PSOL e PDT, quando agrediram moral e fisicamente os presentes ao Clube Militar, e ao próprio Clube, que lá se reuniam para lembrar a deposição de um governo de déspotas.

Quinta-feira, 29 de março de 2012. Noticia-se notificação ao País, pedindo-se informações quanto à omissão do Governo na apuração da morte do jornalista Herzog. Mais uma indevida interferência da OEA, em assuntos internos do País, como se deu, em 2010, quando o condenou a responder, pecuniariamente, pelo desaparecimento e morte de criminosos guerrilheiros, no que se chamou de conflito do Araguaia (matéria “OEA”).

Derrotados, em oportunidades diversas, quando empunhavam armas para derrubar a ordem constituída, com o fim de transformar o País em um país guiado e governado por regime comunista, por ora se mostram vitoriosos com a aguda destruição dos princípios democráticos e dos valores éticos e morais, que já estiveram presentes na sociedade, em grau bem mais acentuado e visível, ocultando-se na incitação de jovens despreparados em educação e costumes, mediante toda sorte de mentiras.

Recordo palavras do Presidente do Supremo – Cesar Peluso – ao ensejo do primeiro julgamento da ação da OAB federal, buscando invalidar a lei da anistia:

se é verdade que cada povo resolve os seus problemas históricos de acordo com a sua cultura, com os seus sentimentos, com a sua índole e também com a sua história, o Brasil fez uma opção pelo caminho da concórdia”.
“uma sociedade que queira lutar contra os seus inimigos com as mesmas armas, com os mesmos instrumentos, com os mesmos sentimentos está condenada a um fracasso histórico”.
(Ministro Cezar Peluso, Presidente do Supremo, contrário, como a maioria de seus pares, à revisão da lei da anistia, pretendida anular pela OAB, em relação aos agentes do Estado)

Já disseram que o povo, quando diante de governos que proliferam e profligam na hipocrisia, traindo os anseios da sociedade, tem o poder, o direito e a legitimidade de depô-los, substituindo-os por aqueles que se submetam aos reais e legítimos interesses dessa mesma sociedade, no conceito que justifica a sua criação e formação.

Quando olho para a bela Bandeira do meu País, ainda nutro a esperança do breve retorno dos princípios e valores, e de vê-lo governado por decentes e honestos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Supremo em foco

Conforme assinalado na matéria "Vergonha", declaratórios da OAB, contra a Lei da Anistia, pelos quais se insiste na tese de se legitimar a perseguição contra os "agentes do estado", por conta do caos provocado pelos próceres da vagabundagem criminosa, no que se denominou "Conflito do Araguaia", serão julgados, hoje, no Supremo.
O que chama atenção na hipocrisia demagógica do órgão de classe, é o embasamento de suas alegações no Estatuto do Tribunal de Nuremberg, cujos princípios de direito internacional alega reconhecidos pela ONU, entre os quais o de qualificar como crimes contra a humanidade o assassínio, o extermínio e todo ato desumano cometido contra civis por autoridades do Estado.
A delinqüência demagógica ou a hipócrita imbecilidade não tem limite.
Comparar ou equiparar os acontecimentos provocados por aquele bando de prófugos, no seu último intento de tomar o poder pelas armas, com as barbáries cometidas por aqueles que por lá sentaram e foram julgados, como, por exemplo, os nazistas é, no mínimo, sinal de total desequilíbrio, sendo o caso de encaminhar o autor/subscritor das desrespeitosas linhas diretamente para o manicômio judicial.
De qualquer forma, salvo perda momentânea da memória e dos sentidos, não estou lembrado de que os líderes soviéticos e cubanos, além de outros, que tanto inspiraram os criminosos brasileiros, tomaram assento naquele Tribunal Internacional e por ele foram julgados e condenados, e nem me recordo, também, de qualquer admoestação (estou sendo condescendente) ou firme reprovação da turma de oportunistas dos direitos humanos, que flana pela ONU e pela OEA.
Conforme seja a decisão de logo mais do Supremo, se acolhidas as razões da OAB, apesar da opinião contrária da Procuradoria, o mesmo tratamento deverá ser dispensado, indistintamente, a todos que, atualmente, ocupam ou não o Poder, sem qualquer veio de compadrio, salvo confirme-se a verdade que soa desnudada aos olhos, de um País já carcomido por ideais de há muito sepultados sob as pedras da história e já disseminados sobre a tênue democracia que teima subsistir perante os cristais da criminalidade.
Resta aguardar.
Seguem as informações há pouco obtidas na página do Supremo:

Lei da Anistia
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153 Embargos de Declaração
Relator: Ministro Luiz Fux
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) x Presidente da República
Embargos de declaração em face de acórdão que julgou improcedente a ADPF, ao fundamento de que a anistia, por se tratar de pacto bilateral objetivando a reconciliação nacional, considerando o contexto histórico em que foi concedida, teve caráter amplo, geral e irrestrito. Sustenta o embargante ausência de "enfrentamento do real caráter bilateral da anistia concedida pela lei", ao argumento de ausência de enfrentamento da "premissa de que os criminosos políticos anistiados agiram contra o Estado e a ordem política vigente, ao passo que os outros atuaram em nome do Estado e pela manutenção da ordem política em vigor." Defende que a Assembleia das Nações Unidas confirmou os princípios de direito internacional reconhecidos pelo estatuto do Tribunal de Nuremberg, e que "um desses princípios foi o de qualificar como crime contra a humanidade os seguintes atos: ‘o assassínio, o extermínio, [...] e todo ato desumano, cometido contra a população civil" por autoridades estatais, o que veio a ser consolidado no Estatuo do Tribunal Penal Internacional de 1998 (art. 7º, I)", o que, no seu entender não pode "ser objeto de anistia por determinação de leis nacionais". Nessa linha, afirma que o acórdão embargado foi omisso "na premissa de que entre as barbáries cometidas pelo regime de exceção há os crimes de desaparecimento forçado e de sequestro que, em regra, só admitem a contagem de prescrição a partir de sua consumação – em face de sua natureza permanente, conforme já assentado na Extradição 974."
Em discussão: saber se o acórdão embargado incidiu nas alegadas omissões.
PGR: pela inadmissibilidade dos embargos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A "guria" não se cansa


Matéria do Estadão: 22.03.12
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Secretaria de Direitos Humanos quer checar situação de presídios militares

 BRASÍLIA - A Secretaria de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, abriu nova frente de conflito com as Forças Armadas. A pasta enviou ao Congresso projeto de lei que lhe autoriza a entrar nos quartéis e verificar as condições às quais presos militares estão submetidos. As visitas, de surpresa, fazem parte do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em tramitação na Câmara dos Deputados, que estabelece inspeções a todos os locais nos quais existam presos, seja por mandado de autoridade judicial ou administrativa. Além disso, o ministério apadrinhou a discussão sobre o fim de tribunais militares.
O instrumento faz parte de um sistema nacional de prevenção e combate à tortura e às violações de direitos humanos, atendendo a recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU). Comandada pela ministra Maria do Rosário Nunes, a secretaria entrou em rota de colisão com os militares após a petista defender a responsabilização criminal de agentes públicos durante a ditadura. Rosário também foi uma das principais articuladoras da Comissão da Verdade, criada para investigar violações de direitos humanos entre 1946 e 1988.
Agora, a pasta trabalha pela aprovação do projeto de combate à tortura. Integrantes da secretaria avaliam que duas leis representariam uma vitória do movimento de direitos humanos dentro do governo. Sustentam também que garantiriam a abertura de um cenário desconhecido: o das prisões militares. Hoje, existem duas categorias de presos militares: os detidos pela Justiça e os acusados de transgressão disciplinar. A prisão administrativa tem prazo curto e dura, em média, cinco dias. Já os demais cumprem a pena imposta pela Justiça. Ambos os estabelecimentos estarão sujeitos às inspeções.
O único presídio militar está no Rio de Janeiro e é comandado pela Marinha. Os demais presos ficam detidos em celas nas unidades militares. Entretanto, não há estatísticas sobre o número de presos, situação dos cárceres e nem de denúncias de tortura.
Homossexualidade. Um dos casos mais polêmicos foi a prisão, em 2008, do sargento do Exército Laci Araújo, que relatou ter sofrido maus tratos e tortura psicológica. A detenção ocorreu pouco tempo depois de Laci assumir sua homossexualidade. A Justiça Militar condenou o sargento por calúnia e desacato (leia box).
A proposta de controle das prisões militares tramita em regime de urgência na Câmara e foi direto para o plenário. A ministra já conversou com o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), sobre o tema e agora falta fechar acordo com os líderes para incluir a proposta na pauta. A proposta defende total autonomia e independência do colegiado, que será nomeado pelo presidente da República. Conforme a justificativa do projeto, o texto trabalha com um conceito abrangente de locais de privação de liberdade e cita nominalmente quartéis e centros de detenção disciplinar militares.
Reação. O Ministério da Defesa informou que não foi consultado sobre o projeto. Sobre prisões, o Exército afirmou que cumpre rigorosamente os preceitos legais.
A Secretaria de Direitos Humanos informou que o projeto de lei que trata do combate à tortura não se dirige a um tipo específico de instituição penal. E que o foco central são delegacias de polícia, penitenciárias, asilos, hospitais psiquiátricos e instituições para adolescentes em conflito com a lei.
Justiça Militar. Este, porém, não será o único embate entre os Direitos Humanos e militares. A secretaria busca informações sobre a Justiça Militar com o objetivo de abrir um debate sobre a extinção do sistema. Ao lado do Ministério da Defesa, a secretaria cobra alterações no Código Penal Militar. Projeto de lei encaminhado à Casa Civil em 2011 exclui a pederastia como crime e retirando a palavra homossexual do código.
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A "guria" não se cansa.
Repito comentário anterior: O acinte na pauta do dia. A imoralidade continua seu desmedido caminho, na onda da hipocrisia e da delinquência demagógica.

Dilma e a Comissão da Verdade


Matéria do Estadão - 22.03.12:
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Dilma mantém Comissão da Verdade na agenda
        
      Enquanto a presidente Dilma Rousseff não instala a Comissão da Verdade, integrantes do governo trabalham para garantir que o assunto não saia da agenda. O receio é de que setores da sociedade percam o interesse no assunto e se desmobilizem.

Esta semana, a presidente da Associação das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, participou de reuniões no Ministério da Justiça e na Secretaria de Direitos Humanos. Na Comissão de Anistia, Estela defendeu o envolvimento da população. 'Não esperem que a presidente Dilma tome essa medida (de punir torturadores). Ela precisa do apoio do seu povo. Tem que ser uma espécie de onda.'
Estela ficou surpresa com a reação dos militares brasileiros contra o funcionamento da Comissão. 'Dilma é o comandante-chefe e é ilícito reverenciar a ditadura,' disse a argentina, cobrando o funcionamento da comissão no País.
Os membros da futura Comissão da Verdade, que foi aprovada pelo Senado em outubro do ano passado, já teriam sido escolhidos pela presidente, que só deve nomeá-los em meados do próximo mês.
Além da proximidade com o Dia do Golpe Militar, o governo quer dar um tempo no desgaste recente provocado por reações dos militares e a iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) de pedir a punição de militares por crimes continuados.
A demora na nomeação dos integrantes do colegiado que vai investigar violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988 também tem gerado reclamações. 'Estamos vivendo uma ansiedade muito grande para conhecer os membros da comissão. A expectativa é grande para esclarecer as realidades locais,' disse Gilney Viana, assessor da Secretaria de Direitos Humanos.
Ações
A pasta deve retomar as buscas por restos mortais de guerrilheiros do Araguaia no próximo mês. Também estuda um projeto conjunto com a Secretaria de Políticas para Mulheres, agora comandada pela ex-presa política Eleonora Meniccuci, sobre mulheres torturadas.
No Ministério da Educação, grupos de pesquisa, vinculados às universidades, preparam uma série de estudos sobre a memória do regime militar.
A falta de punição, no entanto, ainda não é um consenso. 'Esse processo (de instalação da Comissão da Verdade) será acompanhado de uma responsabilização. Terá uma dimensão de identificação individual, que as outras comissões não tiveram', defendeu o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abraão. 'Será que seremos o único país a ter verdade sem justiça?', questionou o secretário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O acinte na pauta do dia.
A imoralidade continua seu desmedido caminho, na onda da hipocrisia e da delinquência demagógica.

terça-feira, 27 de março de 2012

Vergonha


Vergonha, estado emocional que decorre da presença de firmes raízes de histórico familiar, naqueles ou em quem os princípios forjadores do caráter se mostram intransponíveis, inabaláveis, perante o veio fácil da opção pela iniqüidade e a delinqüência demagógica (insisto na ortografia antiga). Isso, independentemente do que se chama “posição social”.
Vergonha, em falta, já em grande escala, no País, vilipendiado em seus princípios, em sua história, já se faz mais de década. País que há mais de década se vê assaltado em sua alma, por próceres cafajestes, em detrimento do que justifica o conceito de formação de uma sociedade. País em que os Poderes não têm credibilidade. País inchado e pesado por conta de acordos espúrios e nefastos interesses, chegando-se ao agudamento da crise moral com a auto indenização a que se concederam por derrotados nos intentos de tomar o poder pelas armas, na doentia inspiração de governos autoritários.
Décadas se vão àquela em que o País vivia seus dias de caos, por conta de um bando que se vangloriava dos seus ideais comunistas, os divulgava na imprensa escrita e pelo rádio, por eles buscava incitar a população contra a ordem constituída, cometiam toda sorte de crimes, formavam pequenos grupos para promover o medo e a instabilidade na sociedade, destacavam o que chamavam de “destacado guerrilheiro” para agir como franco-atirador nas grandes capitais, distribuíam manuais de como cometer os crimes que cometeram, de como fabricar bombas, de como arregimentar novos idiotas para suas fileiras, seqüestros etc. E tudo isso sob a bandeira dos princípios democráticos.
Passadas outras tantas décadas, nas quais os ideais e atos criminosos, de transformar o País em um país comunista, foram derrotados, alcança-se o ápice da falta de vergonha, com o desenfreado assalto aos cofres públicos, e com uma ignomínia chamada de Comissão da Verdade, a qual, antes de representar questão ideológica retrógada, doentia e revanchista (passível de tema de aula para futuros psiquiatras e para as ciências criminais), se apresenta como nítida demonstração de desprezo para com a sociedade e a memória dos que por aqueles, já não mais qualificáveis, foram assassinados.
E a tanto ainda se chega, com apoio de quem nem conhece a história, pela idade que alguns apresentam, a glorificar o passado odioso na perseguição de quem defendeu a Pátria e a vigente ordem constituída, como então reclamada pela sociedade, utilizando-se, no intento, de hipócritas distorções de tipificações penais. Primeiro round perdido, graças a digno magistrado do Estado do Pará que colocou a demagogia oportunista no seu devido lugar.
Mas o Supremo, na pena de recente que lá se empossou, declarou à imprensa que a matéria, tratada em declaratórios da OAB federal, merece amadurecimento, o que é lamentável, quando se considera decisão já tomada por aquela Corte, contrária aos demagógicos interesses dos oportunistas, ao ensejo de indevida manifestação da OEA em assuntos internos do País.
Já disseram, em outras palavras, que o povo, quando diante de governos que proliferam e profligam na hipocrisia, traindo os anseios da sociedade, tem o poder, o direito e a legitimidade de depô-los, substituindo-os por aqueles que se submetam aos reais e legítimos interesses dessa mesma sociedade, no conceito que justifica a sua criação e formação.
Mas o que falta, infelizmente, e em larga profusão, é a vergonha diante da já banalizada criminalidade, vista e aceita como mal feitos, além de desfrutada, arduamente, por considerável parcela de nacionais.

terça-feira, 6 de março de 2012

Apoio às Forças Armadas


Pretensões punitivas


Com ameaça de pretensões punitivas, pretende-se subjugar, sobrepujar princípios e valores, como se estes a ela se submetessem.

Princípios e valores, como dignidade, respeito, honra, decência e honestidade, quando presentes em homens de caráter não se dobram a iniquidade, fortalecem-se, principalmente quando originária de quem não têm credibilidade.

Antes de se falar em pretensões punitivas, o agrupamento de ímprobos que povoa a capital federal e que por ela orbita, deveria promover autopunição por seus criminosos atos do passado e do presente, este já iniciado o decêndio dos poderes mais corruptos da história do País; algo difícil de imaginar quando ausente o caráter e quando se ascende e se mantém o poder com o apoio de escusos interesses.

O Estado não existe para se beneficiar dos seus próprios atos criminosos, enriquecendo “as vestais” nos cristais da criminalidade, mas para beneficiar e desenvolver a sociedade, sua razão de ser, o que não é utópico nem demagógico.

Não se exerce o poder com viés criminal, sobressaindo-se a corrupção, seja material ou não, e que se encontra disseminada em cantos vários do planeta - uns mais, outros menos -, mas com decência e honestidade.

Quando olho a bela bandeira que ainda tremula na “iniquidade do arremedo democrático”, que se apresenta no dia a dia nacional, ainda mantenho o orgulho de me referir ao meu País como minha pátria, minha terra, minha nação, meu lar.

Meus respeitos e minhas homenagens ao Clube Militar pelo manifesto “Alerta à Nação”, ao qual já solicitei minha adesão.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O novo da Pesca


(foto Estadão)

O novo da Pesca, que disse nem saber como colocar "minhoca em anzol", tal como os anteriores, que nada acrescentam nos seus cargos atuais, como nada acrescentaram quando por lá passaram, só deve saber a estrofe de conhecida música: "Assassinaram o camarão, assim comecou a tragédia no fundo do mar ... !"
De tragédia em tragédia, o País segue a sua tragédia, sem fim anunciado, prenunciando o fim sem fim do seu enterro na eterna vergonha, na corrupção política e de valores, no desrespeito à Constituição, e nos demais crimes penalmente tipificados, mormente quando se declara, para o troca troca pesqueiro, fins eleitoreiros em determinado Estado do que se chama Federação.
Sem ferir os sentimentos religiosos, "daqueles que seguem os ensinamentos", trata-se, agora, de pregação para a piscicultura: arte de criar e multiplicar peixes.