O Blog


"Contraponto – Respeito e Honra”, nome do blog, originou-se da troca de comentários com distinto amigo e leitor, quando da edição de nossa matéria “Painel da Verdade – Honra Nacional”, mais uma em que declinamos nosso ponto de vista a respeito da ignóbil, revanchista e repulsiva Comissão da Verdade, já aprovada pela Câmara Federal, dependendo, atualmente do Senado, cuja respectiva série de comentários se iniciou com a matéria "OEA", editada em dezembro passado, na qual criticamos a posição retrógada daquela Organização quanto aos acontecimentos do Araguaia.

Na matéria que deu ensejo a este blog, presente o agrupamento de propósitos decentes e honestos, sugerimos a criação de um Painel da Verdade, de modo a que se pudesse contrapor ao que de “ordinário” viesse daquela ignomínia, porquanto voltada para o que chamam de apuração dos “casos de graves violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, assim como sua autoria, ou seja, uma Comissão formada por “sete pensantes”, indicados por “prócere” representante daqueles criminosos e vagabundos movimentos, com o intuito de criminalizar quem, na defesa da ordem constituída e da sociedade, honrou o País até com sua vida (há projeto claro neste sentido, aguardando, quiçá, o momento oportuno para os já conhecidos fins escusos). Processo nefasto e insidioso da quebra de princípios, valores e do respeito à Nação, iniciado após a Lei da Anistia.

Este blog, pois, e dentro do possível, se ocupará de acompanhar o funcionamento da inqualificável comissão, com suas idiossincrasias e inverdades, tal como se sinaliza, manifestando-se quando necessário, de modo a resgatar a verdadeira verdade histórica, como, também, editará comentários, opiniões, fotos, filmes, documentos etc., que forem encaminhados com o objetivo de contrapor os repulsivos atos.

Enquanto não se instala em definitivo, relacionaremos na coluna à esquerda do blog – Arquivos – matérias passadas e atuais, inclusive nossas, relacionadas, direta ou indiretamente, com a retrógada e já ultrapassada ideologia e, algumas, com a imoralidade criminal do "ilegítimo poder", agradecendo antecipadamente a quem conosco colaborar.
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Nós, brasileiros,
Mantemos uma fé comum,
de que o homem conhecerá pão e paz;
conhecerá justiça, honestidade,
liberdade e segurança;
oportunidades e chances iguais de fazer o melhor,
não só na própria pátria, mas em todo o mundo.

Nós, brasileiros de hoje,
estamos passando por um período de suprema prova:
prova da nossa coragem,
da nossa determinação,
da nossa sabedoria,
da essência de nossa democracia.

Se resistirmos a essa prova,
com êxito e honra,
teremos prestado um serviço de histórica importância;
serviço que homens, mulheres e crianças,
honrarão por todos os tempos.

O pior inimigo, não são os corruptos,
políticos e não políticos;
o pior inimigo, somos nós mesmos,
acomodados com a iniqüidade,
ou por ela vencidos.

Ao percebermos o mal que nos faz,
e ao próprio País,
não haverá desafios que não possam ser vencidos;
e por nós serão vencidos,
como poetas da guerra.

E, ao final de tudo,
com orgulho no espírito,
e amor no coração,
poderemos dizer:
nossa pátria, nossa terra,
nossa nação, nosso lar.

Assim vitoriosos,
teremos recuperado nosso passado,
nossa história, nosso civismo, nossa terra,
e, não menos importante, a nós mesmos.

(Flávio Bastos)

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Crise na fronteira II


A matéria que segue é do jornal O Alto Acre e, mais uma vez, envolve a turma do cocalero, amigo de infância das pragas tupiniquins.
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BOLÍVIA INICIA CAMPANHA DE EXECRAÇÃO DE COLONOS BRASILEIROS NA FOZ DO ABUNÃ


O terror ecoa na selva. O semblante dos colonos brasileiros é de pavor. Eles estão humilhados. Vêem o que semearam por décadas, sendo destruídos por facínoras representantes de um Estado sem governo: a Bolívia. Soldados bolivianos bêbados e armados de fuzis impõem o terror, ameaçam estuprar mulheres e roubam o gado e a castanha como verdadeiros 'jagunços oficiais'.
É este o clima vivido neste momento, na foz do rio Abunã, uma extensa área na divisa do Acre com o departamento boliviano do Beni, e palco de uma onda de saques, incêndios e até ameaças de morte a cidadãos brasileiros fincados na floresta amazônica boliviana desde a década de 70.
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Fernando Rodrigues e a esposa perderam quase tudo, após militares bolivianos incendiarem casa e os expulsarem de colocação (Foto: Cedida por Manoel Tavares)
Não se estranha que a subjugação desses brasileiros já leve décadas. No entanto, essas ações se intensificaram, desde a última quinta-feira, 19, elevando-se a ataques que numa primeira análise, parecem ser financiados por empresários da castanha, nas cidades de Riberalta e Cobija. As cidades possuem duas usinas de beneficiamento, cada uma, e na ausência do Estado Boliviano, o aparato bélico estatal corrupto sofre influência do poderio econômico de empresários de Pando e do Beni.
Ao menos 80 militares vindos de Riberalta (cidade a 250 quilômetros da fronteira com o Acre) estão na região, desapropriando terras cultivadas por famílias brasileiras, muitas ali desde a década de 70. Os soldados estão sendo liderados por um coronel identificado por Torres, o mesmo que tentou negociar a esposa de um brasileiro para violentá-la sexualmente.
jose carlos fernandes
José Carlos Caldas também teve a propriedade invadida e registrou queixa na Polícia Federal (Foto: Clériston Amorim/AGazeta.net)

Alcoolizados, como é sempre do feitio dessas tropas que estão no local, dez soldados invadiram a casa de José Carlos Fernandes Caldas e lá permaneceram do dia 19 ao dia 23 deste mês, onde confiscaram toda a produção de castanha, cerca de duas mil latas. Cada lata poderia ser vendida à Cooperacre, uma cooperativa de Capixaba, a R$ 22.

“Ele chegaram bêbados, pediram para que José se ajoelhasse e só não bateram nele porque ele se humilhou”, narra Manoel da Silva Tavares, que é observador do Palácio do Itamaraty na região e funcionário da Secretaria de Meio Ambiente, da Prefeitura de Capixaba (80 quilômetros de Rio Branco e cidade mais próxima dos conflitos).
Num tom patético, um dos comandados de Torres chegou a afirmar: “Estamos prontos para derramar o sangue pela pátria boliviana”. O colono registrou uma queixa na Polícia Federal de Epitaciolândia.
No mesmo período: no sábado, dia 21, o coronel Torres causaria também uma das mais aterrorizantes situações para o irmão de José Caldas. Sob suas ordens, o colono Fernando Rodrigues Caldas teve a sua casa e uma miniusina de beneficiamento de farinha de mandioca incendiadas por soldados. Das cinzas só restou o fogão.
“O mesmo coronel Torres pegou no braço de minha esposa e disse que a levaria com ele”, diz. “Troco a chôca (palavra para ‘loira’) em troca de dez soldados”, disse o oficial, segundo Fernando.
"Então, eu disse ao coronel que minha mulher não era animal para ser trocada e consegui convencê-lo. Mesmo assim, os seus soldados passaram a noite bebendo e nos ameaçando de morte dentro de nossa propriedade”.
O rapaz foi localizado por AGazeta.net quando viajava às pressas, em motocicleta com a mulher na garupa, num trecho do quilômetro 18 do ramal Brasil/Bolívia. Ele vinha em busca de ajuda para retirar 80 cabeças de gado que foram deixadas na propriedade. Outras cinco já tinham sido embarcadas em caminhões bolivianos rumo a Riberalta.
Coronel Torres chefe de tropa
Coronel Torres, ao centro, é considerado o homem que impõe o terror a colonos brasileiros. Nesta foto, almoçando armado em território nacional (Foto: Cedida por Manoel Tavares)

O ultimato do Governo Boliviano para os brasileiros se retirarem é de 15 dias. “Por isso, vou ter que remover até amanhã (sexta-feira) as 80 cabeças de boi que deixei lá. Senão vai virar tudo churrasco de soldado”, brinca.

A área que está sendo desapropriada pelos bolivianos é de mais ou menos mil quilômetros, segundo levantamento da Prefeitura de Capixaba, por meio do Google Earth. Ela começa na região de Santa Rosa, próximo à cidade de Riberalta e se estende à Cobija, a capital do departamento de Pando, já na fronteira com a cidades brasileiras de Epitaciolândia e Brasiléia (a 240 quilômetros de Rio Branco).
Até esta quinta-feira, 26, cerca de 80 militares bolivianos tinham chegado à região. Na próxima segunda-feira, 30, outros 15 soldados vindos de Cobija e de Riberalta, aportam na Vila Rapi-Rã, separada do Brasil apenas pelo ramal Brasil/Bolívia.
Na região do Chipamano, eles se concentram em grupos de cinco ou seis soldados por cada propriedade tomada. Ali, confiscam a castanha e as revendem também para o custeio das próprias operações que realizam ou mesmo para ficar com o dinheiro.
Invasões ao território nacional – Fotos mostram que tropas bolivianas sob o comando de Torres estão invadindo o solo nacional armadas de pistolas e facões. As imagens foram registradas por brasileiros na região da Vila Rapi-Rã, no início desta semana,
Numa dessas imagens, o coronel Torres, acusado de tortura aos colonos brasileiros dentro da Bolívia, se mostra sorridente numa rodada de comandados, durante almoço num restaurante do lado brasileiro.
Nas fotos, eles almoçam tranquilamente no estabelecimento de um brasileiro em solo nacional, embora armados.
“Isso nos mostra uma contradição, porque ao passo que somos destratados lá, aqui nós os recebemos muito bem”, pontua Manoel Tavares.
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Exército Brasileiro se instalou no início do ramal Brasil/Bolívia (Foto: Clériston Amorim/AGazeta.net)

O observador do Itamaraty enviou nesta quinta-feira, 26, relatório da situação ao Governo Brasileiro, em Brasília e também à embaixada do Brasil em La Paz. Em anexo, estavam as imagens das tropas bolivianas em território brasileiro.

Desde que a tensão aumentou no local, o Exército Brasileiro mantém uma tropa de cerca de 50 homens na entrada do ramal Brasil/Bolívia, próximo ao km 4 e a mais ou menos oito quilômetros da Vila Rapi-Rã. Embora estejam todos armados de fuzil, a missão dos soldados brasileiros se resume a fiscalizar o tráfego de veículos que saem do ramal em direção à cidade de Capixaba.
Produtor vai resistir – A caminho da colocação do Limoeiro encontramos Bento Marques de Souza, cuja família está na região desde 1975. Seus pais, ex-donos de três seringais na Bolívia, legaram aos filhos as terras que hoje estão sendo desapropriadas.
“Aqui, até 1990, era muito tranquilo. Eles (os bolivianos) reivindicavam apenas 10% da produção de borracha e agora de castanha e ficava assim”, relembra Souza, que tem uma carteira de identidade, que segundo ele, lhe dá direitos parecidos aos de uma dupla nacionalidade, já que a família está desde a década de 70 na área.
Afirma que vai ficar no local até as “últimas consequências”, porque acredita que a perseguição boliviana que agora sofrem tende a acabar nos próximos meses.
Ele cita um indivíduo identificado por Pato Lebre, comprador de castanhas, como principal articulador dessas ações.
“Esse boliviano veio aqui no ano passado e quase não comprou castanhas, porque queria levar por um preço bem abaixo do de mercado”, diz Bento de Souza. No entanto, teria saído do local afirmando: “Em 2012, vocês saberão do que sou capaz de fazer contra vocês”.






EXÉRCITO DESLOCA PELOTÃO DE BRASILEIA PARA ZONA DE CONFLITO EM CAPIXABA

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Oficial e soldados da 2ª Companhia de Fuzileiros de Selva foram para a fronteira no municipio de Capixaba - Foto: oaltoacre/arquivo

O Exército deslocou ainda no final do dia de ontem todo o Pelotão de Fronteira de Brasileia para garantir a segurança dos brasileiros na zona de fronteira entre Capixaba e a Bolívia, palco de conflitos entre militares bolivianos e produtores rurais do Acre. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, o pelotão é formado por ao menos 35 homens.
Além deste efetivo, um capitão da 17º Brigada de Infantaria, em Porto Velho, foi destacado para realizar sindicância na região. A denúncia é de invasão por parte de veículos militares da Bolívia em território brasileiro, além de outras arbitrariedades cometidas.
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Enquanto se invade o território nacional continuamos com os flagelos, nossos conhecidos, de cachoeiras, corrupção, copas, vagabundagem, demagogia, hipocrisias, perda de princípios e valores, bolsas disso, bolsas daquilo, e por aí vai ... como se tudo fosse normal.
Pela matéria do jornal, os fatos não são recentes, sugerindo, o que é possível, que o desgoverno nosso tenha se omitido ou trocado carinhos bolivianos.

Hipocrisia racista



O Supremo, ao reconhecer a constitucionalidade das cotas raciais da UNB, perdeu mais uma oportunidade, nos julgamentos que autointitula históricos, de ser Supremo e não mero canal das demagogias de um governo de hipócritas, ou palco de rompantes políticos, sociológicos e filosóficos, travestidos de constitucionalismo, sem nenhum conteúdo.

O reconhecimento do regime de cotas, de cunho racista e discriminatório, além de inconstitucional, é prova cabal da mediocridade e do induvidoso desinteresse do governo no campo educacional, cuja política já resultou em proposta, já se faz ano, de não reprovar os alunos nos três primeiros anos do ensino fundamental.  

Muito se falou no julgamento de ontem, que o problema que impedia os agraciados com as cotas de alcançarem o seu desenvolvimento, em termos de instrução, seria a falta de renda. Pura falácia! O problema não é este, mas a falta de vergonha que coloca o ensino público, já no básico, ao nível de merda!

Ao argumentar, afastando-se das circunstâncias históricas, com a reparação de danos pretéritos do país, para fundamentar demagógico posicionamento, a Corte nivelou-se, vez mais, ao populismo dos hipócritas, assumindo o papel de mero apêndice de um governo que não cumpre com seus deveres constitucionais e que dissemina o flagelo da mediocridade.

Crise na fronteira


Matéria do Jornal A Tribuna, Acre:


Exército boliviano invade Capixaba e Tião aciona Itamaraty

O governador Tião Viana se posicionou de maneira bastante enérgica, ontem no final da tarde, ao tomar conhecimento que um agrupamento de militares do exército boliviano adentrou o território do Acre, municiados com armas pesadas para intimidar trabalhadores rurais da área de Capixaba.

A comunicação foi feita pelo próprio governador Tião Viana, no final do expediente de ontem, pelo seu twitter. Segundo ele, a medida imediata foi mandar fazer uma averiguação no local e proteger a idoneidade física dos trabalhadores acreanos, além de comunicar o fato, de maneira imediata, ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.


O Exército Brasileiro também foi comunicado da invasão do território nacional, que, nesses casos, considera uma invasão ilegal do território brasileiro. Segundo o governador, as atitudes dos soldados bolivianos são consideradas graves, pois a invasão do município de Capixaba foi feita com muita hostilidade e também com atos de violência contra os trabalhadores rurais.


Além da entrada ilegal, o governador considerou um abuso  a utilização de armamento pesado em território do Acre e a intimidação de trabalhadores em suas terras. As medidas adotadas pelo governador foram imediatas.


Hoje mesmo espera-se que o governo brasileiro desloque um pelotão do exército para o local para expulsar os invasores e dar garantias de vida aos trabalhadores daquele município. O caso passará pelo crivo do Itamaraty.  Os desdobramentos deste fato, A TRIBUNA vai acompanhar durante todo o dia de hoje.



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Silêncio no STF

Dias atrás, trouxe para o blog, uma foto do Supremo, sob o título “Silêncio ostensivo”, seguindo abaixo da foto “Silêncio ostensivo e ofensivo”.



Silêncio ostensivo e ofensivo.


Refiro-me aqui não ao processo relativo à compra de votos de parlamentares – o mensalão – ou a ADPF 165, que interessa a expressivo número da sociedade, e que bem merecem aquelas palavras, mas ao processo pelo qual o Conselho Federal da OAB pretende a revisão da Lei da Anistia, para punir àqueles que conseguiram manter a ordem contra atos covardes e assassinatos praticados por muitos que ainda flanam pelo País e persistem no viés retrógado.

O julgamento da hipocrisia da Ordem (ADPF 153) teve início em 28.04.2010, com voto do Min. Eros Grau julgando-a improcedente, do Min. Marco Aurélio se posicionando pela extinção do processo, seguindo-se a sua suspensão:

"Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou as preliminares, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que extinguia o processo, sem julgamento de mérito, por falta de interesse processual. Votou o Presidente. No mérito, após o voto do Senhor Ministro Eros Grau (Relator), julgando improcedente a argüição, foi o julgamento suspenso. Ausentes o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, impedido na ADPF nº 153-DF."

No dia seguinte a Corte, por maioria, acompanhou a posição do Relator:

"Decisão: Prosseguindo no julgamento, o Tribunal, por maioria, julgou improcedente a argüição, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, que lhe dava parcial provimento nos termos de seu voto, e Ayres Britto, que a julgava parcialmente procedente para excluir da anistia os crimes previstos no artigo 5º, inciso XLIII, da Constituição. Votou o Presidente, Ministro Cezar Peluso. Ausentes o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, impedido na ADPF nº 153-DF.  Plenário, 29.04.2010."

Votaram com o Min. Eros Graus os Min. Marco Aurélio, Celso de Melo, Cesar Peluzo, Ellen Gracie e Carmen Lúcia; contra os Min. Ricardo Lewandowski e Aires Brito, que conheciam parcialmente da pretensão da OAB, ao argumento de que os agentes de estado foram torturadores, estupradores e assassinos frios de prisioneiros, portanto crimes não contemplados pela Anistia. 

O engraçado - ou triste - no argumento é o viés ideológico que dele deflue, porquanto não voltado para os mesmos crimes, e outros, praticados por aqueles que se espelharam em ditaduras de esquerda, por aí espalhadas, que cometeram e ainda cometem as maiores barbáries contra seus opositores, de modo a derrubar a ordem então constituída mediante a prática de atos de terrorismo, tortura, guerrilha, assassinatos de inocentes, sequestros, incitação, atentados, desordem pública etc. Os crimes aqui, de mesma ou não natureza, são crimes anistiados, porquanto políticos. Anistia somente para os vencidos. Haja graça sem graça!

Isso não tocou o sentimento dos votos, então isolados; paralelamente protagonizou-se a doentia perseguição contra militares, com o apoio incondicional da máquina pública, do MPF e de órgãos que se dizem representativos de classes.

Contra a hipocrisia, e acompanhando a maioria da Corte, se posicionaram a PGR, a AGU e o Congresso Nacional (???).

A história registra os intentos comunistas no País, a sua derrocada e as anistias que se seguiram. A última, porém, “permitiu” que um bando que profliga na hipocrisia se reagrupasse, transformando uma outrora respeitável Nação em uma Nação comandada por uma quadrilha que assalta, de forma despudorada, a sociedade, e trilha, por outra banda, na doentia psiquiátrica, o caminho do revanchismo retrógado, estabelecendo conflito entre vencidos e vencedores, enganando os pobres de espírito e formação, valores totalmente inversos; no caso, entre a vagabundagem e os militares que mantiveram a ordem constituída, estes com apoio, até, da própria Igreja que, em outros aspectos, incentivava o levante no campo.

O que o Supremo parece esquecer, na linha dos votos vencidos, antes de qualquer pensamento ideológico, é que a maior vítima da criminalidade dos “esquerdóites” tupiniquins, foi a própria sociedade, que viu destruída a estrutura familiar com a morte dos seus, por conta dos criminosos atos por aqueles praticados. 

Na estreita visão daqueles votos, onde se situaria o corpo social, vítima da explícita criminalidade daqueles prófugos, com relação aos crimes a eles agraciados com a anistia, na parcialidade e na simpatia com o intolerável? Estes crimes seriam crimes políticos? Seria necessária a formação de um agrupamento de vítimas civis daqueles “esquerdóites”, de forma a provocar um posicionamento final do Supremo, e até, quem sabe, condenar os atuais do governo? 

O tempo passa, o tempo voa, a cretinice da Ordem voltou à pauta do dia em 2012 –decisão publicada em agosto de 2010, declaratórios da Ordem no mesmo mês, alguns pedidos da Ordem pedindo o julgamento do processo, sem sucesso, e atraso na manifestação do Congresso – o processo foi incluído na pauta de julgamento do dia 29 de março, julgamento esse que já fora adiado a pedido da OAB e que merecera, do ora Relator, as seguintes ponderações: “a matéria merece amadurecimento” (sobre isso falei na matéria “Vergonha”).

No dia que seria o julgamento do processo – 29 de março – alinhei as seguintes linhas (Supremo em foco):

“Conforme assinalado na matéria "Vergonha", declaratórios da OAB, contra a Lei da Anistia, pelos quais se insiste na tese de se legitimar a perseguição contra os "agentes do estado", por conta do caos provocado pelos próceres da vagabundagem criminosa, no que se denominou "Conflito do Araguaia", serão julgados, hoje, no Supremo.
O que chama atenção na hipocrisia demagógica do órgão de classe, é o embasamento de suas alegações no Estatuto do Tribunal de Nuremberg, cujos princípios de direito internacional alega reconhecidos pela ONU, entre os quais o de qualificar como crimes contra a humanidade o assassínio, o extermínio e todo ato desumano cometido contra civis por autoridades do Estado.
A delinqüência demagógica ou a hipócrita imbecilidade não tem limite.
Comparar ou equiparar os acontecimentos provocados por aquele bando de prófugos, no seu último intento de tomar o poder pelas armas, com as barbáries cometidas por aqueles que por lá sentaram e foram julgados, como, por exemplo, os nazistas é, no mínimo, sinal de total desequilíbrio, sendo o caso de encaminhar o autor/subscritor das desrespeitosas linhas diretamente para o manicômio judicial.
De qualquer forma, salvo perda momentânea da memória e dos sentidos, não estou lembrado de que os líderes soviéticos e cubanos, além de outros, que tanto inspiraram os criminosos brasileiros, tomaram assento naquele Tribunal Internacional e por ele foram julgados e condenados, e nem me recordo, também, de qualquer admoestação (estou sendo condescendente) ou firme reprovação da turma de oportunistas dos direitos humanos, que flana pela ONU e pela OEA.”

Ocorre que, no dia 29 de março, o processo não foi julgado – a Corte se encarregou, apenas, de processos relativos à intervenções federais – e nenhum esclarecimento foi prestado do porque o processo não mereceu a devida atenção.

O interessante, por coincidência ou não é que, no mesmo dia, mesma hora em que seria iniciado o julgamento do processo, um bando de jovens, pobres de espírito e educação familiar, para não dizer, vagabundos, agride ao Clube Militar no Rio de Janeiro e aos Militares que para lá se dirigiam para comemorar a vitória sobre o atraso criminal, a OEA interfere, mais uma vez, em assuntos internos do País, tal como registrado na matéria “Quinta-feira, 29 de março”:

“Quinta-feira, 29 de março de 2012, 14 horas, Brasília, DF. Início da sessão plenária do Supremo, sendo o primeiro processo da pauta de julgamento, os desrespeitosos e demagógicos Declaratórios da OAB federal, contra a Lei da Anistia, mencionados na matéria “Supremo em foco”.  Iniciada e terminada a sessão, os declaratórios não foram julgados e nenhuma explicação foi fornecida pelo Relator do processo, o Ministro Fux quando, a pedido da própria OAB, na semana passada, adiara o julgamento do processo para a sessão do dia 29, dando lá as explicações que entendeu por bem explicitar.

Quinta-feira, 29 de março de 2012, 14 horas, Rio de Janeiro, RJ. Coincidência ou não, tem início, no Rio, estúpida e criminosa demonstração de desrespeito aos princípios democráticos, por um bando de vagabundos, cuja maioria não tem nenhum conhecimento das razões que levaram à instalação do regime militar em 64, capitaneados, na incitação à desordem, por bandeiras de próceres do crime, como PT, PCB, PCdoB, PSOL e PDT, quando agrediram moral e fisicamente os presentes ao Clube Militar, e ao próprio Clube, que lá se reuniam para lembrar a deposição de um governo de déspotas.

Quinta-feira, 29 de março de 2012. Noticia-se notificação ao País, pedindo-se informações quanto à omissão do Governo na apuração da morte do jornalista Herzog. Mais uma indevida interferência da OEA, em assuntos internos do País, como se deu, em 2010, quando o condenou a responder, pecuniariamente, pelo desaparecimento e morte de criminosos guerrilheiros, no que se chamou de conflito do Araguaia (matéria “OEA”).”

Durante esse período de silêncio, ode à demagogia teve lugar no País, como a interferência da OEA em assuntos internos da Nação (casos Araguaia e Herzog), manifestação de oportunistas sobre a procura de ossadas da bandidagem, MPF, por sua vez, promove ações contra militares, sob os argumentos de sequestro e tortura, por último contra o Cel. Ustra, justiça de São Paulo manda retificar certidão de óbito de militante da esquerda para óbito de morte por tortura (com base em depoimento de um preso, único colega de cela), MP em São Paulo promove ação de indenização, por tortura, em favor da atual prócer da continuidade, MP no Pará promove ação penal contra o Major Rodrigues de Moura, sob a mesma distorção oportunista de tipificação penal, MP Militar/RJ salienta que só com o curso de ação penal por sequestro é que se poderia colocar um militar no banco dos réus, cria-se uma Comissão para agraciar as consequências funestas e nefastas dos atos da bandidagem (já iniciada no governo FHC, autoindenização), chamada Comissão da Verdade, cria-se na Câmara um arremedo desta Comissão, chamada de Comissão Paralela da Verdade, e por aí vai.

E, por enquanto, a sociedade, vítima daquela horda de inqualificáveis, situa-se ao largo dos respectivos interesses, e a excrescência governamental segue o seu curso nos já quase 10 anos de lamaçal corrupto e de oportunismo demagógico.

O Supremo, pois, traz sobre si a responsabilidade pela hipocrisia em andamento, enquanto não proferir julgamento definitivo sobre a pretendida revisão da Lei pela OAB, pacificando, de vez, momento histórico em que a Nação, vez mais, anistiou conhecida camarilha.

Creio até que passagens dos posicionamentos contrários àquela revisão possam ter influenciados os corifeus dos escusos interesses em voga:

- Eros Grau: “Revisão de lei de anistia, se mudanças do tempo e da sociedade a impuserem, haverá --- ou não --- de ser feita pelo Poder Legislativo, não pelo Poder Judiciário”; “Impõe-se o desembaraço dos mecanismos que ainda dificultam o conhecimento do quanto ocorreu no Brasil durante as décadas sombrias da ditadura.”

- Peluso“a ação não trata do chamado “direito à verdade histórica”, porque há como se apurar responsabilidades históricas sem modificar a Lei de Anistia.”

Além da verdade que todos já conhecem, qual a verdade que se pretende acrescentar, em um "colegiado" formado exclusivamente por vencidos revanchistas demagógicos? O que espera o atual Relator para submeter o processo a julgamento?!

Falando nisso, o que estaria por trás de uma reportagem que vem sendo publicada diariamente, com o título “Guerra das Malvinas- segredos”, ou algo parecido, que ora ironiza os militares brasileiros, ora os coloca associados ao fornecimento de armas russas por Kadafi, para os argentinos, com a participação dos russos e cubanos?

Considerando-se a composição atual do Supremo, e o eventual julgamento do recurso da OAB antes do mês de setembro, mês em que o atual Presidente da Corte seguirá para a aposentadoria, possível votação seria como segue:
- Min. Lewandowski e Aires Brito a favor da OAB;
- Min. Peluso, Celso de Melo, Marco Aurélio, Carmem Lúcia e Gilmar, contrários à OAB;
- Min. Joaquim Barbosa, incógnita, não participou do julgamento anterior, estava licenciado;
- Min., Tofoli deu-se por impedido;
- Min. Fux e Weber, incógnitas, não participaram do julgamento anterior, ainda não estavam na Corte.

A se considerar a manutenção dos votos contrários à demagogia, incluído o do relator originário, o caso seria encerrado com 6 votos contrários à revisão da lei, pondo-se, assim, fim, ao vergonhoso interesse dos oportunistas, como, também, aos vergonhosos comportamentos no âmbito dos três poderes, que emporcalham e enxovalham a memória da sociedade, a história da Nação e aqueles que a defenderam contra os presentes inimigos.

Por isso é que publiquei uma foto do Supremo às escuras, seguida dos dizeres “silêncio ostensivo e ofensivo”.